sexta-feira, dezembro 8

aveiro


Oiço o vento,
nas cordas-do-Sol,
e
desenho-te em linhas
(de cor),
mar
e
sal,
passos que foram,
(brisas)
entre moliços
e
cal,
passos
lentos
(meus)
que a vida me deu ,
e
me leva,
sem adeus…
pontes entre mim
e
o nada,
gaivotas que ficam,
suspensas,
paradas…

3 comentários:

Nani disse...

ironias!!!
já olhaste bem para este quadro?
até arrepia!!!
mas está lindo!!

almaro disse...

nani: o que tem o quadro? lá por ter um barquito e ter sido feito na vespera do dito desencontro, e ter escrito ..."passos lentos ( meus) que a vida me deu, e me leva sem adeus"...nada tem a ver com o acontecido. Sabes que estou em vesperas de deixar Aveiro, cidade a que me dediquei de corpo e alma por quase vinte anos. cidade que sinto suspensa e parada, qual gaivota que procura o vento. Cidade que abracei ( e me dei) como se ama uma mulher, sem condições e inteiro. foi isso que escrevi e esquicei em lapis de giz...não cousas outras, que de adivinho tenho pouco...

Nani disse...

mas parece caramba!!!!

porque a tranformação não tem nome, nem hora

Primeiro, pensei, com a sinceridade do instante que era o Fim, de um olhar, de um caminho, mas ( no final) o caminho não o tem, (Como um fio...