segunda-feira, março 19

abro a porta de uma noite, como quem desenha um eclipse

Canso-me de escrever o escuro ( na noite da alma), pinceladas ( sórdidas) de mim, como quem se estilhaça no eu, à procura de um fim…
Ah,
esta mania de levar nos passos a alma, vai acabar no abismo-profundo-do-silêncio, pendurado na solidão de um sonho que se perdeu dos azuis voláteis…

7 comentários:

Alves Bento Belisário disse...

"Sonhas um livro de infância
Que te não é dado ler:
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seilá disse...

anda celebrar a Primavera, queres?!

seilá disse...

não quiseste vir, mesmo assim deixo-te uma gaivota que perguntou por ti

seilá disse...

não quiseste vir, mesmo assim deixo-te uma gaivota que perguntou por ti

almaro disse...

seilá, querida seilá: não foi bem não querer ir. Não sei se fui. Sabes,,, vou-te contar um segredo...”não tenho memória para datas, nem conheço primaveras que se florem em dia certo”. É por isso que me fundo com o existir de forma tão intensa. Já reparaste que cada flor tem dia diferente para espreitar? Por isso não sei se fui, talvez tenha ido. Sabes,,,( Seilá) ainda tenho na memória uma papoila que tinha a mania de ser amarela, e ela ficou aqui presa, não sei se no olhar ,,, aqui ( dentro…por aqui,,, a esvoaçar…) e enquanto ela por aqui andar tenho sempre a primavera comigo. Seria indelicado , provavelmente grosseiro até, ir por aí comemorar,( no dia em que os astros se transformam em matemáticos, ou em geómetras), outras flores. Sabes,,, as papoilas têm este mistério de aparecerem por aí no silêncio dos verdes, sem hora nem dia...lindas ( são lágrimas-de-sorrisos,,,coloridos…)

almaro disse...

caro alves bento: os livros de crianças, escrevem-se quase todos, no ar, sopram-se em susurros de vento, como quem assobia sonhos...

seilá disse...

li e guardei nos meus tesouros

porque a tranformação não tem nome, nem hora

Primeiro, pensei, com a sinceridade do instante que era o Fim, de um olhar, de um caminho, mas ( no final) o caminho não o tem, (Como um fio...