soubera eu falar de ti, e não desta cousa presente em mim, e as letras eram perfume, e o poema era lume, soubera eu olhar para ti …

olho o céu ( sem azuis)
negro de abismos
e
imagino uma flor
( gota de sangue, espinho de dor)
rasgo as raízes de mim, pedaços sem nome (escuro)
ventos de noite (sons de coiote,
poço sem muro)
risco a noite
(cinzelada, com traços fundos)
carris ( paralelos, sem fim)…
olho o céu ( sem azuis)
e
pinto, esculpidas no vento,,, aguarelas ( despidas de mim)…
falasse eu de ti
e
o
abismo
era chão,
com perfumes de alecrim…
olho o céu
( azul)
de verão
(profundo),
botão
de rosa sem jardim, (brava)
gravada nas ondas,
inacabada
gaivota tatuada em nuvens de cetim…

3 Comments:

Blogger Mikas said...

Desejos de óptima semana

09 janeiro, 2007  
Blogger Nani said...

cada vez gosto mais!!!!
apetece ler-te alto a toda a gente e dizer:-ele é meu irmão!!!
continua mano

10 janeiro, 2007  
Blogger Maria Branco said...

É tão bom sentir as tuas palavras. Obrigada.

Um beijo de saudades

25 janeiro, 2007  

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