O Outono, é uma espécie de primavera das folhas. Matizes quentes de dias frios que choram lágrimas de nuvens (escuras).
( é
a estação das árvores, com sombras coloridas, reflexos de estrelas que se colam ás folhas que viajam…)
(é
o equinócio das árvores-que-caminham, rastejantes no chão, sopradas na cor do sol-que-se-deita…)
( é
o sentir,,,vagabundo, das raízes que assobiam sussurros de terra húmida…
( nota: não gosto de definições, porque não gosto de limites, gosto de imagens, porque as imagens mudam consoante o ângulo, a luz, e o instante do sentir. Tudo o que escrevo, é por isso, uma (in)definição. Talvez um desenho, que se “esquiça” enquanto o olhar se perde no sentir... )
não sou artista, nem poeta, nem cousa alguma, sou desenhador de sentires que em acasos brinca com o lápis de cor em forma de "olhar"
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
porque a tranformação não tem nome, nem hora
Primeiro, pensei, com a sinceridade do instante que era o Fim, de um olhar, de um caminho, mas ( no final) o caminho não o tem, (Como um fio...
-
deixei cair uma folha , vermelho-sangue, de outono… pousou-morta ( a folha? a dor? ), em silêncio, sem lágrima… só, ali, no chão, perto-de-...
-
O sonho é um existir sem ossos, uma espécie de borboleta que transporta todas as cores e todas as palavras do universo em forma de história...
-
Entrei numa Nau que rangia medos, sem vela nem ventos… Quem a leva são os gritos, os sonhos, os mitos… Caravela-caverna, escura cega, dos ol...
4 comentários:
Querido Almaro
Sobre as vastas águas
de verde transparente
cem barcas
competem em esforço
as águias golpeiam o espaço ilimitado
os peixes deslizam ligeiros
nas profundezas
sob um céu cristalino
todas as criaturas rivalizam-se em liberdade
ante tal imensidão
absorta pergunto-me:
nesta terra infinita - quem rege o surgir e o desaparecer?
aquando o meu olhar se perde na procura dum esquiço - [in]definição no sentir [in]seguro dum ponto de luz...
Beijinhos
nani: não sei de que desenho falas, confundo quase todos, porque quase todos se pintam de Outonos. Gosto das cores como sabes, são cores que me vem da alma, são as cores com que me pinto por dentro. ( nada tem a ver com a tristeza com que normalmente se olha o Outono, mas com um equilibro sereno que as cores tomam, não agredindo,,,segredando, melodias e mistérios)
betty: o inicio [surgir] e o fim[desaparecer], desligados não se encontram, não se tocam, num circulo são o UM...
nani: dessa epoca??? curiosamente, (apesar de me viver em desmemoria), lembro-me de uns borrões coloridos nesses tons, mas nessa altura ( as coisas que eu me lembro!!!) tinha uma mandriice crónica e limpar o pincel era coisa que me dava um trabalho para o qual não estava psiquicamente disponível, ora como sempre me colei ao amarelo e ao vermelho, naturalmente que sem limpeza, os meus rabiscos pictóricos se transformassem rapidamente em Outonos...ehehehhe, resumindo eram cores de mandrião…
Enviar um comentário